Quiosque
cultural
Cine
gratuito, na praça
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O Cineart tem por objetivo levar cinema
ao ar livre para a população
de localidades que não têm
cinema
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Já que o fechamento do cinema parece
ser mesmo um caso resolvido, a Prefeitura
podia fazer parcerias com empresas e instituições
que levam telões para cidades do
interior, mantendo viva esta chama que é
o cinema
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Já
que o fechamento do cinema parece ser mesmo um
caso resolvido, a Prefeitura podia fazer parcerias
com empresas e instituições que
levam telões para cidades do interior,
mantendo viva esta chama que é o cinema.
Um dos projetos é o Cineduc, que foi iniciado
no Rio de Janeiro, na década de 70. Funciona
assim: um grupo da ONG passa um filme em telão
improvisado, sala de cinema, ou escola e depois
discute a película com crianças
e jovens, criando a possibilidade deste pessoal
conhecer os elementos da linguagem cinematográfica.
Desta maneira, o projeto diverte a população
e cria platéias críticas, que não
recebem passivamente os valores difundidos pelo
cinema e pela televisão.
Basta um clique no Google.com e você, leitor,
pode conhecer este belo trabalho. Sugiro que o
Departamento de Cultura e Turismo da Prefeitura
faça o mesmo.
Há, ainda, um outro
projeto subsidiado pela Petrobras em cidadezinhas
do interior do Brasil, o Cineart, que tem por
objetivo levar cinema ao ar livre para a população
de localidades que não têm cinema.
Eles levam até uma tela de 16x10 metros,
ou seja, com as mesmas especificações
das usadas nos cinemas tradicionais e cadeiras.
O projeto prestigia o
cinema nacional, oferece entretenimento a toda
família e serve como ponto de encontro
nas praças das cidades. Já presenciei
este projeto acontecer numa Praça de Ouro
Preto/MG e o público se emocionou muito.
A cidade inteira estava no local para assistir
ao filme. Todos tinham os olhos brilhando. Lindo
ver todo mundo batendo palmas ao cinema nacional.
Para saber mais sobre este projeto, basta, novamente,
clicar no Google.com.
Há também
o projeto Cine BR em Movimento que também
percorre os locais mais improváveis do
Brasil. Sugiro que a Prefeitura se informe do
que se trata.
E então, leitor,
o que achou destes projetos? Espero que tenha
gostado. Que tal ver um filme na praça?
Não poderia ser legal criar uma movimentação
artística na praça da Matriz em
torno do cinema?
ALEXANDRE
STAUT é jornalista cultural em
São Paulo e escreve o blog
www.este-tango-eh-meu.blogspot.com,
e-mail: alestaut@hotmail.com |