ALEXANDRE STAUT

Quiosque cultural

Cine gratuito, na praça


O Cineart tem por objetivo levar cinema ao ar livre para a população de localidades que não têm cinema

 


Já que o fechamento do cinema parece ser mesmo um caso resolvido, a Prefeitura podia fazer parcerias com empresas e instituições que levam telões para cidades do interior, mantendo viva esta chama que é o cinema

    Já que o fechamento do cinema parece ser mesmo um caso resolvido, a Prefeitura podia fazer parcerias com empresas e instituições que levam telões para cidades do interior, mantendo viva esta chama que é o cinema. Um dos projetos é o Cineduc, que foi iniciado no Rio de Janeiro, na década de 70. Funciona assim: um grupo da ONG passa um filme em telão improvisado, sala de cinema, ou escola e depois discute a película com crianças e jovens, criando a possibilidade deste pessoal conhecer os elementos da linguagem cinematográfica. Desta maneira, o projeto diverte a população e cria platéias críticas, que não recebem passivamente os valores difundidos pelo cinema e pela televisão.
Basta um clique no Google.com e você, leitor, pode conhecer este belo trabalho. Sugiro que o Departamento de Cultura e Turismo da Prefeitura faça o mesmo.
    Há, ainda, um outro projeto subsidiado pela Petrobras em cidadezinhas do interior do Brasil, o Cineart, que tem por objetivo levar cinema ao ar livre para a população de localidades que não têm cinema. Eles levam até uma tela de 16x10 metros, ou seja, com as mesmas especificações das usadas nos cinemas tradicionais e cadeiras.
    O projeto prestigia o cinema nacional, oferece entretenimento a toda família e serve como ponto de encontro nas praças das cidades. Já presenciei este projeto acontecer numa Praça de Ouro Preto/MG e o público se emocionou muito. A cidade inteira estava no local para assistir ao filme. Todos tinham os olhos brilhando. Lindo ver todo mundo batendo palmas ao cinema nacional. Para saber mais sobre este projeto, basta, novamente, clicar no Google.com.
    Há também o projeto Cine BR em Movimento que também percorre os locais mais improváveis do Brasil. Sugiro que a Prefeitura se informe do que se trata.
    E então, leitor, o que achou destes projetos? Espero que tenha gostado. Que tal ver um filme na praça? Não poderia ser legal criar uma movimentação artística na praça da Matriz em torno do cinema?

ALEXANDRE STAUT é jornalista cultural em São Paulo e escreve o blog
www.este-tango-eh-meu.blogspot.com, e-mail: alestaut@hotmail.com