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Ex-alunas do secretário de Saúde usam tribuna para fazer denúncia

FOTOS: TEREZA DELBIN

Claudenice do Couto Ribeiro e Sandra Cristina Esperança Inácio

Graziela Imaculada da Silva

Claudenice do Couto Ribeiro e Sandra Cristina Esperança Inácio afirmam ter sido retiradas de projeto que desenvolviam sem nenhum tipo de explicação

TEREZA DELBIN e BRUNA MAZARIN

Claudenice do Couto Ribeiro e Sandra Cristina Esperança Inácio usaram a tribuna livre na sessão de segunda-feira, 13, para falar sobre o Projeto Usina Lixo Limpo, de Porto Real e Resende [ambas no Rio de Janeiro], e sobre a Usina Pinhalense de Recicláveis e Orgânicos [baseada no projeto do Rio de Janeiro], que elas, juntamente com Graziela Imaculada da Silva, que não estava presente na sessão, trabalhavam para que fosse instalada no município.

Na ocasião, ressaltaram que o secretário da Saúde, Antônio Roberto Vergueiro Ribeiro, foi o orientador do Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) delas no curso Técnico em Administração da Escola Agrícola. Disseram, também, que ele conheceu o Projeto Usina Lixo Limpo para obter algumas informações, fez os contatos necessários com a empresa e depois as tirou do projeto sem dar explicações.

Segunda elas, após estudos, elas verificaram que a instalação da Lixo Limpo não seria benéfica para o município e que o mais indicado seria uma usina nos moldes que elas haviam pesquisado.

Na tribuna, Claudenice disse que elas elaboraram um projeto que teve como base a Usina Lixo Limpo. “Ele foi usado apenas como uma fonte de desenvolvimento para uma usina pinhalense. O nosso projeto é mais voltado para o lado social, estávamos pensando em dar dignidade às pessoas. Quando apresentamos o projeto para o diretor de Meio Ambiente, Carlos Alfredo Sarcinelli Gonçalves, para melhorias do Projeto Catar, o secretário da Saúde, que era o nosso professor de TCC no Colégio Agrícola, perguntou se poderíamos fazer um projeto sobre o lixo orgânico, e foi nessa época que ele nos apresentou o Mateus Turini como sócio de uma empresa que eles têm juntos em São Sebastião da Grama (SP). A princípio, o Mateus iria nos auxiliar na parte de contabilidade. No entanto, começamos a discordar em alguns pontos porque eles falavam muito em dinheiro e isso nos incomodava”. E complementa: “o Beto primeiro nos pediu um projeto de aterro sanitário e estudamos muito sobre o assunto, mas vimos que nenhum seria bom. Então, sugerimos uma usina para Pinhal, só para Pinhal, sem a vinda de lixo de outras cidades”. Leia mais no jornal impresso

 


Edição 898, 18/2/2012